Abra a janela e deixe o Sol entrar

            Era como uma criança com trauma que não queria mais recordar do que passou. São lembranças e recordações jogadas pelo chão, misturadas as lágrimas que desciam de seu rosto. Naquele quarto escuro um vento frio passava por ali. Fotos rasgadas, papéis amassados, lembranças que doem, machucam a alma. Precisava desfazer-se daquilo. Em memória era um filme antigo, a dança na chuva ao som da melodia que ficou marcada. O rádio ligado à madrugada tocava aquela música, que a cada frase rasgava o coração.
           O coração palpitava junto às batidas da música. Era como se fossem ondas vibrando no interior da alma. A cada passo no quarto eram passos vazios, passos escuros apenas de um lado para o outro, esperando o telefone tocar, para ouvir aquele alô que não saiu da cabeça desde a última ligação. Faz tempo que o telefone não tocava, no quarto só havia barulho das batidas do coração e das lágrimas que caíam no chão que pareciam pedaços de vidros que se quebravam.  
          Só havia duas escolhas, entregar-se a amargura e viver no quarto escuro junto com as lembranças e recordações que matava a cada dia mais seu coração ou abrir as janelas deixar o sol entrar, iluminar e aquecer o ambiente frio daquela vida, naquele quarto.

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O mundo de Ariana Braga


Olá pessoal! Eu sou a Kenia, do blog Kenia Chan
Vim aqui homenagear a Princesa Ariana com um poema:

A amizade consegue ser tão complexa...
Deixa uns desanimados, outros bem felizes...
É a alimentação dos fracos
É o reino dos fortes

Faz-nos cometer erros
Os fracos deixam se ir abaixo
Os fortes erguem sempre a cabeça
os assim assim assumem-os

Sem pensar conquistamos
O mundo geral
e construimos o nosso pequeno lugar
deixando brilhar cada estrelinha

Estrelinhas...
Doces, sensiveis, frias, ternurentas...
Mas sempre presentes em qualquer parte
Os donos da Amizade...

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Mundo interior


O eixo do meu mundo esta de cabeça para baixo.
O norte está no sul.
Meu mundo já não gira mais, está parado.
Não há mais ar, falta oxigênio.
Esse é meu mundo paralelo as órbitas do meu sistema.
Não há mais brilho no sol.
As estrelas caíram do meu céu.
Sou a lua sem formosura e sem brilho.
Sou o sol frio que não ilumina mais os dias.
Todos os dias agora são como eternas noites de solidão.
Há um buraco negro no meu espaço,
Um vazio inalcançável 
Um mundo quase desmoronado
Pedaços liberados no vácuo
Que nunca serão colados como se fosse um quebra-cabeça
Não há mais mundo, não há! Está despedaçado como vidro quebrado, caído pelo chão. 


ArianaBraga

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